quinta-feira, 21 de maio de 2026

Nuno Homem de Sá abre o coração na SIC e desmente acusações: "Não sou nenhum agressor"

18 de maio de 2026
Nuno Homem de Sá abre o coração na SIC e desmente acusações: "Não sou nenhum agressor"
Nuno Homem de Sá abre o coração na SIC e desmente acusações: "Não sou nenhum agressor"

Nuno Homem de Sá sentou-se perante as câmaras do programa Casa Feliz da SIC para responder às acusações que enfrenta, poucos dias antes da leitura da sentença marcada para 15 de junho no Tribunal de Torres Vedras. Na conversa com o repórter Luís Maia, o ator não poupou críticas ao Ministério Público, que pediu uma condenação de três anos de pena suspensa.

"Entendem-se as dificuldades do processo"

Segundo Nuno Homem de Sá, compreende que a acusação tenha avançado perante um processo com quase seis mil páginas. "Claro que o Ministério Público quer manter a sua posição até ao fim, mas depois pedem uma condenação mínima, o que é estranho", comentou, reconhecendo que alguma verdade pode existir no volume de documentação, mas questionando a coerência da estratégia acusatória.

Negação categórica das agressões

Quando confrontado sobre os factos que a acusação considera provados, o ator foi peremptório: não há qualquer fundamento para agressões físicas ou psicológicas. "Basicamente, ou acreditam na queixosa ou acreditam em mim. Tudo o que tem a ver com prova, não há qualquer indício de que eu tenha cometido estes crimes", afirmou.

Nuno Homem de Sá reiterou que, sendo inocente, não aceitará uma condenação, seja qual for a sua dimensão, e garantiu que vai recorrer se necessário. Depositou esperança no discernimento da juíza para avaliar o volume monstruoso de matéria processual, incluindo 880 páginas apenas de mensagens de WhatsApp entre ele e a queixosa.

O histórico de mensagens como prova

O ator confirmou que foi a sua defesa a submeter o histórico completo de conversas ao tribunal através do seu advogado. "Dá para ver o padrão se há ali um agressor ou não, e vice-versa", explicou, sugerindo que a correspondência digital revela a verdadeira natureza das interações entre ambos.

Rejeição de qualquer traço violento

Descreveu-se como uma pessoa "extremamente afetiva" e "carinhosa", embora assertivo. Negou qualquer inclinação para a violência, mesmo em tom de brincadeira. "O pior que eu podia chamar a alguém era 'estás parvo', qualquer coisa assim. Senão não é violência doméstica, de certeza", argumentou.

O áudio polémico e o desespero

Relativamente ao áudio que circulou na imprensa, Nuno Homem de Sá justificou a sua reação como um momento de desespero extremo, provocado pela queixosa. Descreveu-se não como um agressor prestes a cometer um crime, mas como um homem em desespero que se desconectou emocionalmente. Negou ter atirado qualquer objeto ou dirigido agressão física à mulher.

Explicou que o áudio foi gravado às escondidas após provocação repetida, e que o assunto já estava supostamente encerrado. A queixosa acusava-o de traição, e ele reagiu com frustração perante pedidos para partilhar a palavra-passe do telemóvel como forma de "verificação".

O esquema de controlo alegado

Nuno Homem de Sá revelou o que descreve como um plano sistemático de controlo da ex-companheira. Segundo ele, foi forçado a bloquear várias pessoas, incluindo uma mulher que esteve numa relação a três com ambos e que depois deixou de ser bem-vinda. "Ela geriu as minhas redes, bloqueou um monte de mulheres, só porque eram mulheres. Minhas amigas e colegas, enquanto eu estava no Big Brother, por exemplo", detalhou.

Acusou a ex-companheira de querer moldá-lo segundo uma imagem ideal que ela tinha na cabeça, afirmando que sempre resistiu a essas tentativas de formatação pessoal.

Críticas à divulgação do áudio

O ator apontou o dedo à forma como o áudio foi exposto publicamente. Revelou que a gravação é de maio de 2023, mas foi divulgada através do Correio da Manhã em 2025, apresentada como se tivesse ocorrido recentemente para agravar as suas medidas de coação. "Aquele áudio está truncado, não tem a data explícita lá", protestou.

Admitiu sentir vergonha do conteúdo da gravação e reafirmou que não se revê naquele momento de desespero. Garantiu que não agrediu a mulher durante esse episódio, que ela saiu pela porta e que a GNR foi chamada para fazer o seu trabalho.

Próximas fases do processo

À medida que termina a entrevista, Nuno Homem de Sá deixou uma nota sobre o que se aproxima: "A minha fase de arguido está a acabar e agora vem a fase da queixosa e da assistente", com a certeza de que os próximos passos serão determinantes.

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