quinta-feira, 21 de maio de 2026

Filipa Torrinha Nunes critica severamente postura de António Leal e Silva sobre saúde mental

19 de maio de 2026
Filipa Torrinha Nunes critica severamente postura de António Leal e Silva sobre saúde mental
Filipa Torrinha Nunes critica severamente postura de António Leal e Silva sobre saúde mental

A controvérsia que começou com Rebeca Caldeira a revelar que recorre a terapia para lidar com a exposição mediática ganhou novos contornos quando chegou ao programa «Passadeira Vermelha» da SIC Caras. Tudo porque os comentários tecidos no «V+ Fama», apresentado por Adriano Silva Martins, geraram uma enorme reação de indignação ao desvalorizarem a necessidade de acompanhamento psicológico da influenciadora digital.

No espaço da SIC Caras, Filipa Torrinha Nunes não poupou críticas ao comentador do canal rival. A psicóloga foi direta e contundente: "António Leal e Silva, vou ser muito, muito clara relativamente àquilo que ele proferiu. Eu não tenho outra palavra senão dizer que este senhor, nesta temática, pelo menos pelas suas declarações, é uma pessoa profundamente inculta e ignorante".

Para Torrinha Nunes, o desconhecimento em si não constitui necessariamente um problema grave. O verdadeiro incómodo surge quando esse desconhecimento é acompanhado de uma atitude arrogante. "O problema emerge quando isto vem acompanhado de uma arrogância, de uma altivez que nos faz proferir barbaridades com total desfaçatez", explicou a psicóloga, sublinhando os efeitos nocivos destas intervenções públicas: "Muitas vezes são barbaridades graves que propagam preconceitos, que disseminam desinformação. E isso é extremamente grave".

Embora tenha reconhecido que Adriano Silva Martins também fez "comentários muito graves" e contribuiu para reforçar o tabu em torno da saúde mental, António Leal e Silva foi claramente o principal alvo das críticas.

Visivelmente perturbada com a forma como a dor alheia é desvalorizada em função do grau de celebridade, Filipa encerrou com um apelo veemente: "Ninguém tem autoridade para legitimar ou deslegitimar questões de saúde mental. Ninguém pode dizer: 'O que tu sentes não é válido, esse sofrimento não é válido, só é válido a partir de um certo patamar de fama'. Não podemos ficar sentados e permitir que estas pessoas digam isto".

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