Príncipe William e Catherine prestam homenagem a Bonnie Tyler após morte da lenda galesa

A música perdeu uma das suas vozes mais icónicas. Bonnie Tyler, a artista galesa por detrás de sucessos globais como "Total Eclipse of the Heart", faleceu na noite de quarta-feira, 8 de julho de 2026, em Portugal, aos 75 anos.
Nascida Gaynor Hopkins Sullivan, a cantora estava internada no Hospital de Faro há vários meses, tendo entrado na instituição no final de abril com fortes dores abdominais. A 6 de maio de 2026, foi submetida a uma cirurgia intestinal de emergência após a descoberta de uma perfuração intestinal, alegadamente causada por uma apendicite que se rompeu.
Dois dias após a intervenção cirúrgica, Bonnie Tyler sofreu uma paragem cardiorrespiratória. Colocada em coma induzido, conseguiu recuperar a consciência em junho, mas permaneceu nos cuidados intensivos com um estado de saúde bastante comprometido. A família anunciou o falecimento na manhã de quinta-feira, 9 de julho de 2026, descrevendo-o como "inesperado", resultado da doença que vinha a tratar.
Tributo Real
O Príncipe de Gales, William, e a Princesa Catherine, decidiram emitir uma mensagem conjunta de consternação. Com 44 anos, o príncipe partilhou uma fotografia dos dois tirada em 2023, ano em que entregou a Bonnie Tyler a Ordem do Império Britânico (MBE) no Castelo de Windsor, reconhecendo os seus serviços à música.
"Estamos profundamente entristecidos com a morte de Bonnie Tyler. Um orgulhoso ícone galês, a sua voz extraordinária e música inesquecível tocaram milhões em todo o mundo e continuarão a inspirar gerações vindouras", escreveu o príncipe. William encerrou a sua homenagem com uma frase em galês: "Diolch am y gerddoriaeth", que significa "obrigado pela música".
Bonnie recordou aquele momento especial com grande emoção na altura. "Receber o meu MBE das mãos do Príncipe de Gales é uma honra, magnífico. É um dia muito emocionante, um que nunca esquecerei. Sou uma mulher muito feliz", havia partilhado.
Despedidas de Celebridades
As manifestações de pesar chegaram de várias frentes do mundo do espetáculo. Catherine Zeta-Jones, ligada à cantora através de laços familiares – Robert Sullivan, marido de Bonnie, é primo da atriz –, revelou estar com o "coração partido". A atriz lembrou que Bonnie cantou no seu casamento, descrevendo-a como "uma mulher extraordinária com uma voz à altura" e destacando que era "uma artista única, que facilmente poderia ter sido uma comediante porque era uma das pessoas mais engraçadas que já conheci".
A mezzo-soprano galesa Katherine Jenkins classificou-a como "uma verdadeira lenda galesa, cuja voz inconfundível inspirou gerações e colocou o País de Gales no palco mundial com tanta força, paixão e autenticidade". Sir Cliff Richard considerou-a "uma amiga maravilhosa que partiu cedo demais".
Rod Stewart, que com Bonnie "partilhava estilos vocais semelhantes", referiu-se a ela como "boa amiga, uma verdadeira agitadora de almas". Bryan Adams também deixou o seu tributo, elogiando a "voz incrível" de Bonnie e a sua "bela versão" da canção "Straight From The Heart", que ele próprio coescreveu.
Uma Carreira de Sete Décadas
Bonnie Tyler vivia em Portugal desde 1988 com Robert Sullivan, antigo campeão olímpico de judo, tendo sido aqui que o país também sentiu profundamente a sua perda. A sua trajetória artística, que se estendeu por sete décadas, incluiu o lançamento de 18 álbuns de estúdio, sendo o último, "The Best Is Yet To Come", editado em 2021.
A voz rouca característica, que se tornou a sua marca registada após uma cirurgia às cordas vocais em 1977, manteve-se ativa até aos últimos anos. Em 2024, colaborou numa faixa com David Guetta e Hypaton, que reutilizava o refrão de "Total Eclipse of the Heart".
No Brasil, a artista deixou também o seu legado. Em 1987, gravou o dueto "Sem Limites pra Sonhar" com Fábio Jr., que, após pressão dos fãs nas redes sociais, acabou por homenagear a sua antiga parceira, descrevendo a colaboração como "um dos duetos mais fantásticos".
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