Pedro Chagas Freitas celebra a "gente doida" que alimenta sua criatividade

O romancista Pedro Chagas Freitas aproveitou a plataforma do Instagram para mergulhar numa reflexão profunda sobre o seu novo romance 'Benjamim e os Dias Cheios de Nada', que tem conquistado leitores por estes dias.
Numa publicação que rapidamente ganhou tração, Freitas abriu o seu coração sobre o tipo de pessoas que realmente o fascinam: "Adoro gente doida. Não falo da doida perigosa, destrutiva. Adoro a doida intensa, a que sente demais, a que vive sem filtro, a que não aprendeu a ser morna, a que ri alto, chora fundo, ama sem manual de instruções, a que diz o que pensa. Não quer chocar; só não sabe mentir".
O escritor aprofundou ainda mais esta ideia, pintando um retrato vívido daquilo que considera essa "loucura" genuína: "A doida que se emociona com um cão na rua, que vê beleza numa esquina suja, que se despede das coisas como se fossem pessoas, a que se entrega até quando sabe que pode partir-se, a que se parte tantas vezes que já perdeu a conta. Adoro a gente doida de humana. Os outros, os que se orgulham do equilíbrio, da racionalidade perfeita: esses é que me assustam. Quem nunca enlouqueceu um dia enlouquece de vez".
Freitas terminou o seu desabafo com um aviso provocador: "Coitado de quem nunca perdeu o chão, de quem nunca chorou sem saber porquê. Os que evitam a loucura ficam malucos num instante".
A reflexão do autor ressoa com muitos dos seus seguidores, reforçando a conexão entre a sua filosofia criativa e as personagens que habita nos seus livros.
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