quarta-feira, 15 de julho de 2026

Eugénio Queirós defende filha após críticas de Daniela Santiago sobre cobertura de incêndios

6 de julho de 2026
Eugénio Queirós defende filha após críticas de Daniela Santiago sobre cobertura de incêndios
Eugénio Queirós defende filha após críticas de Daniela Santiago sobre cobertura de incêndios

A cobertura jornalística dos incêndios gerou tensão entre profissionais das principais estações televisivas portuguesas. Daniela Santiago, repórter da RTP1, dirigiu críticas contundentes à abordagem adotada por Francisca Laranjo, que trabalha para a CMTV, questionando a forma como os cenários de emergência têm sido tratados pela concorrência.

Na sua intervenção nas redes sociais, Santiago manifestou preocupação com o que considera ser uma exploração mediática dos desastres naturais. "Há anos que escrevo que não devemos explorar estes cenários. Há que fazer trabalho jornalístico antes… No sentido de prevenir, fazer pedagogia. Não estar em cima do fogo, a transmitir horas de espetáculo, a alimentar mentes doentes e a distrair no terreno quem deve trabalhar, sem estar preocupado com pessoas que estão com microfones e câmaras nas mãos. Há que mostrar, sim, mas não assim. Pobre jornalismo sensacionalista que ano, após ano, consome o nosso país, com a rapidez do fogo", afirmou a profissional da estação pública.

A posição de Santiago gerou reações imediatas, particularmente a de Eugénio Queirós, também jornalista e pai de Francisca Laranjo, que não deixou passar a oportunidade de questionar quem critica o trabalho realizado longe das redações.

Nas suas redes sociais, Queirós respondeu de forma incisiva aos detratores da filha. "Malta alapada no sofá ou no AC das redações está sempre atenta ao menor erro, ignorando as dificuldades do trabalho no terreno em condições extremas. É como termos uma multidão à espera que o funâmbulo despenque da corda e fique esparramado no chão com um bruá. É assim a vida. Enquanto vamos fazendo o nosso caminho, só há uma certeza: tudo depende apenas de nós. Cá temos, por isso, mais uma grande performance da Francisca em vários teatros de operações. Se fosse fácil…", concluiu o jornalista.

O episódio reflete um debate mais amplo sobre os limites éticos do jornalismo durante situações de crise nacional, dividindo opiniões entre profissionais sobre a melhor forma de informar o público sem comprometer a segurança e o trabalho de quem está no terreno.

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