Morre aos 71 anos Lindsey Graham, o senador republicano que idolatrava Trump

A comunidade política americana foi apanhada de surpresa este sábado com a morte de Lindsey Graham, senador republicano pela Carolina do Sul. O político, que tinha 71 anos, sucumbiu a uma doença breve e repentina, segundo informações avançadas pela Associated Press. A confirmação oficial chegou através do gabinete do senador na rede social X.
A família do legislador divulgou um comunicado agradecendo as manifestações de solidariedade, mas solicitando discreção neste período particularmente delicado: "A família agradece as orações mas pede privacidade neste momento incrivelmente difícil".
Uma voz poderosa dentro do Partido Republicano
Graham era um nome de peso dentro da estrutura republicana há mais de duas décadas. Desde 2003 no Senado, o político tornou-se conhecido pela sua atuação robusta nas questões de defesa e relações internacionais. Mais recentemente, consolidou-se como um dos mais próximos aliados de Donald Trump, especialmente a partir de 2016.
A proximidade entre os dois era notória. Em março deste ano, Graham chegou a fazer declarações que sublinhavam a sua admiração pelo ex-presidente. "Eu sou um grande admirador de Ronald Reagan, mas tenho-vos a dizer que Donald Trump é o padrão de ouro para os republicanos, talvez para qualquer presidente, no que toca à política externa", afirmou na altura.
Cargo de relevo e planos eleitorais
Na câmara alta, Graham presidia à Comissão de Orçamento do Senado, posição que lhe permitia exercer influência significativa. O senador era também uma voz consistente na defesa dos interesses de Israel e da presença militar norte-americana a nível global.
Estava em fase de preparação para concorrer novamente em novembro, buscando um quinto mandato com duração de seis anos. Semanas antes do seu falecimento, Donald Trump havia manifestado publicamente o seu apoio à recandidatura de Graham para as eleições intercalares.
Circunstâncias do falecimento
De acordo com a NBC News, as equipas de emergência foram acionadas para a residência do senador em Capitol Hill, Washington, na sequência de um alerta de "paragem cardíaca". O incidente ocorreu no sábado, levando ao seu falecimento.
A morte de Graham deixa o partido republicano sem um dos seus elementos mais influentes em matérias estratégicas, numa altura particularmente sensível do calendário político norte-americano.
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