quarta-feira, 15 de julho de 2026

Filipa Torrinha questiona explicações de Rita Marrafa de Carvalho sobre venda de bilhete do NOS Alive

10 de julho de 2026
Filipa Torrinha questiona explicações de Rita Marrafa de Carvalho sobre venda de bilhete do NOS Alive
Filipa Torrinha questiona explicações de Rita Marrafa de Carvalho sobre venda de bilhete do NOS Alive

Rita Marrafa de Carvalho decidiu esclarecer publicamente a polémica que envolveu a colocação de um bilhete para o NOS Alive no mercado online. A situação havia gerado reações intensas nas redes sociais e mereceu análise especial no programa «Passadeira Vermelha» da SIC Caras, apresentado por Liliana Campos.

Na sua declaração, a jornalista da RTP contextualizou os factos familiares por trás do episódio. Explicou que o ingresso havia sido oferecido ao seu filho Miguel por um colega como presente de aniversário, quando o rapaz completou 15 anos. Como Miguel não desejava assistir ao festival, passou o bilhete à irmã. Porém, com exames em vista, a rapariga recusou. Assim, para não desperdiçar o valor da prenda, pediu à mãe que colocasse o bilhete à venda na internet.

Marrafa de Carvalho revelou que removeu imediatamente a publicação após ser contactada por Álvaro Covões, responsável pela Everything Is New, a produtora que organiza o festival. Através de mensagem, Covões informou-a de que o bilhete havia sido oferecido pela autarquia. A jornalista garantiu que desconhecia esta origem e retirou rapidamente o anúncio, confirmando que o bilhete nunca chegou a ser vendido. Acrescentou ainda que o filho não ficou sem presente, já que ela e o pai ofereceram 40 euros ao rapaz.

Durante o debate no programa de comentário social, Liliana Campos corrigiu um pormenor do comunicado, esclarecendo que Covões é o responsável pela produtora que organiza o evento, e não proprietário do festival propriamente dito.

A apresentadora sublinhou que embora a revenda de ingressos online seja prática comum, a natureza do bilhete altera significativamente a questão. O facto de ter sido um ingresso oferecido, e posteriormente descobrir-se que provinha de uma instituição, é que gerou toda a controvérsia.

David Motta, comentador do programa, argumentou que convites institucionais não deveriam ser comercializados. Defendeu que quem recebe presentes de agências de comunicação ou bilhetes de eventos deve ter o bom senso de não os colocar à venda. Embora reconheça que passar um ingresso gratuitamente a terceiros seja legítimo, considera que vendê-lo é inadequado. Liliana Campos concordou, partilhando que pessoalmente nunca venderia um presente deste tipo, preferindo sempre oferecer.

Filipa Torrinha foi mais crítica relativamente ao teor e extensão da resposta de Rita Marrafa de Carvalho. A psicóloga considerou a explicação excessivamente detalhada, argumentando que poderia ter sido mais direta. Para Torrinha, a lógica é simples: quem recebe um bilhete de uma instituição não o deveria vender, pois isto é senso comum.

A comentadora questionou ainda a inclusão de pormenores sobre a dinâmica familiar no comunicado. Para ela, informações sobre a gestão de dinheiro familiar não têm lugar numa resposta a uma questão formal. Filipa Torrinha considerou que a explicação foi demasiado informal para lidar com uma situação que representava uma irregularidade, faltando-lhe a seriedade e formalidade que o tema merecia. Apesar da crítica, elogiou a inteligência da jornalista.

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