FIFA cancela expulsão de Balogun e abre caminho para quartos de final

A Federação Internacional de Futebol tomou uma decisão surpreendente este domingo: anulou o cartão vermelho que havia sido mostrado a Folarin Balogun durante o confronto entre os Estados Unidos e a Bósnia e Herzegovina, na segunda fase do Campeonato do Mundo de 2026. Com isto, o avançado norte-americano está liberado para enfrentar a Bélgica nos quartos de final.
A expulsão havia sido determinada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus e confirmada pelo sistema VAR, operado pelo venezuelano Juan Soto, depois que Balogun pisou o tornozelo de Tarik Muharemović. Ainda assim, as normas da FIFA permitem revisão destas sanções após o término da partida.
A entidade reguladora explicou que "conforme o artigo 27 do Comitê Disciplinar, a execução da suspensão automática para o jogador dos EUA Folarin Balogun fica suspensa durante um período probatório de um ano". Este dispositivo legal autoriza o Comité Disciplinar a suspender total ou parcialmente a aplicação de medidas disciplinares, incluindo suspensões por jogo. No entanto, o atleta fica sob vigilância: caso cometa infrações similares entre um e quatro anos, a sanção é reativada automaticamente. Vale notar que o artigo diferencia sanções por cartão de casos envolvendo manipulação de resultados.
Cristiano Ronaldo já havia aproveitado desta mesma brecha regulatória. Durante as eliminatórias europeias para o Mundial de 2026, o português recebeu vermelho por uma cotovelada no irlandês John O'Shea. O Comité Disciplinar lhe impôs suspensão de três jogos: Ronaldo cumpriu o primeiro, mas os dois seguintes — que aconteceriam já no Campeonato do Mundo — foram suspensos pela mesma comissão.
A história do futebol guarda, porém, expulsões controversas que a FIFA não reverteu. Ronaldinho Gaúcho, em 2002, recebeu vermelho num jogo contra a Inglaterra nas quartas de final e não teve a sanção cancelada. Importante ressaltar que o código disciplinar sofre atualizações constantes, e a anulação de uma punição depende sempre de como os membros do comité interpretam se o lance em questão realmente merece ser revisto.
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