quarta-feira, 15 de julho de 2026

Croácia entra em confronto com FIFA sobre polémicas decisões da partida contra Portugal

15 de julho de 2026
Croácia entra em confronto com FIFA sobre polémicas decisões da partida contra Portugal
Croácia entra em confronto com FIFA sobre polémicas decisões da partida contra Portugal

A saga em torno da eliminação da Croácia nos oitavos de final do Mundial 2026 frente a Portugal ainda está longe de terminar. A Federação Croata de Futebol (HNS) decidiu não ficar em silêncio e apresentou uma reclamação oficial à FIFA, questionando diversas decisões arbitrais e do VAR que, na sua perspetiva, foram determinantes para o resultado final do encontro.

O documento foi entregue a 3 de julho, apenas um dia após o apito final, e foi posteriormente tornado público pelo jornal desportivo croata Sportske novosti. Na carta, a federação reafirma que pretende evitar "futuros mal-entendidos e injustiças" na aplicação tanto da tecnologia como dos regulamentos.

O Golo Anulado que Divide Opiniões

O grande ponto de discórdia centra-se no golo marcado por Josko Gvardiol aos 103 minutos, que teria igualado a partida para a Croácia. A jogada foi invalidada por alegado fora de jogo de Mario Pasalic, com base numa deteção da tecnologia 'Connected Ball' que registou um toque anterior de Igor Matanovic na bola.

A FIFA justificou oficialmente que o sensor integrado no esférico conseguiu captar esse contacto, confirmando assim corretamente a posição adiantada. Porém, a HNS argumenta que a interpretação do regulamento estabelece que o cabelo apenas deve ser considerado parte do corpo quando influencia efetivamente o movimento ou a trajetória da bola — algo que, na visão da federação, apenas seria possível com uma quantidade significativa de cabelo, como um rabo de cavalo ou um coque.

Questões Sem Resposta

A grande questão que a Croácia levanta é precisamente esta: o golo foi anulado porque Matanovic tocou na bola com um único fio de cabelo, ou porque esse contacto alterou a sua trajetória? A federação sustenta que não é possível comprovar esta última circunstância através das imagens disponíveis.

Na conclusão da carta, a HNS manifesta a sua convicção de que "é fundamentalmente errado que uma vibração quase impercetível registada por um sensor possa decidir o resultado de um jogo de tanta importância".

Outras Decisões Questionadas

Para além do golo anulado, a federação croata também criticou a grande penalidade assinalada a favor de Portugal após intervenção do VAR. Segundo a HNS, o árbitro norueguês Espen Eskås tinha uma visão clara da jogada, encontrava-se perto do lance e, inicialmente, não considerou que houvesse qualquer infração. Deste modo, a federação defende que a revisão por parte do VAR não se justificava, uma vez que não se tratava de um "incidente grave não visto".

Agora, o organismo internacional aguarda uma resposta oficial da FIFA sobre uma das decisões arbitrais mais controvertidas de todo o torneio.

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