Daniela Santiago questiona cobertura de Francisca Laranjo no incêndio de Vouzela; repórter responde nas redes

Uma troca de palavras acalorada envolvendo duas jornalistas portuguesas ganhou destaque nas redes sociais este fim de semana. Tudo começou com a transmissão em direto de um incêndio em Vouzela, que despoletou críticas públicas sobre a qualidade do trabalho jornalístico.
Daniela Santiago, profissional da RTP1, usou as plataformas digitais para expressar a sua inconformidade com a forma como a cobertura foi realizada. A jornalista não poupou nas observações, questionando especialmente a abordagem adotada durante o combate aos fogos.
Na sua análise, Santiago foi direta: "Acabei de ver um direto de uma jovem, cerca de 10 minutos, que não deu qualquer informação. Apenas dizia que nunca viu nada assim, visivelmente assustada, no meio do fogo. Fazer Jornalismo não é isto". As críticas apontavam para o que considerava ser sensacionalismo excessivo.
A jornalista da estação pública foi além e defendeu mudanças profundas na forma como os canais de televisão cobrem catástrofes naturais em Portugal. Santiago argumentou que seria mais apropriado investir em trabalho jornalístico preventivo e educativo, em vez de transmitir horas de cobertura dramatizada junto aos focos de incêndio.
"Há anos que escrevo que não devemos explorar estes cenários. Há que fazer trabalho jornalísticos antes…. No sentido de prevenir, fazer pedagogia. Não estar em cima do fogo, a transmitir horas de espetáculo, a alimentar mentes doentes e a distrair no terreno quem deve trabalhar, sem estar preocupado com pessoas que estão com microfones e câmaras nas mãos. Há que mostrar, sim, mas não assim. Pobre jornalismo sensacionalista que ano, após ano, consome o nosso país, com a rapidez do fogo", completou.
A resposta não demorou. Francisca Laranjo, repórter da CMTV que havia estado no terreno durante o incêndio de Vouzela, utilizou a caixa de comentários da publicação de Santiago para se defender. A jornalista justificou as suas reações emocionais durante a transmissão, aludindo à sua idade e às circunstâncias difíceis do momento.
"Lamento se achou que estava nervosa demais, preocupada e assustada. Lamento as minhas emoções como uma miúda de 25 anos. Mas lamento, acima de tudo, a falta de camaradagem. Um beijinho", escreveu Laranjo na sua resposta, datada de sábado, 4 de julho.
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