Primeira quinzena de julho: SIC tira distância à TVI e reforça domínio na audiência

A paisagem televisiva portuguesa sofreu mudanças profundas nos primeiros quinze dias de julho de 2026. Os dados de audiências do período revelam um cenário radicalmente diferente daquele que se vinha registando mês após mês, com uma clara reconfiguração das forças em jogo.
A grande surpresa vem da SIC, que protagoniza um salto impressionante. O canal de Paço de Arcos alcançou 15.0% de share e 3.4% de rating, representando um crescimento robusto de 0.9 pontos percentuais em relação a junho. Este resultado coloca a estação bem acima da sua própria média anual, que rondava os 14.1% de share e 3.2% de rating. Com este desempenho, a SIC consegue finalmente abrir uma margem confortável na corrida pela preferência do público.
A TVI, por seu lado, vive um momento bem mais complicado. A estação perdeu 1.6 pontos percentuais de share comparando com o mês anterior, descendo para 12.1% de share e 2.7% de rating. Este recuo significativo deixa o canal de Queluz de Baixo bastante abaixo da sua média acumulada do ano, que se fixava em 13.8%. O que era uma disputa equilibrada entre os dois generalistas transforma-se agora numa vantagem clara para a SIC.
A RTP1 mantém-se como a grande estável do período. A emissora pública conseguiu preservar os mesmos 11.7% de share e 2.6% de rating que havia registado em junho, um resultado que a coloca confortavelmente acima da sua média anual de 11.0% de share e 2.5% de rating.
No segmento dos canais de informação e cabo, regista-se uma ligeira recuperação. A CMTV subiu para 5.2% de share e 1.2% de rating, melhorando face aos 4.9% do mês anterior, embora continue a ficar aquém da sua média anual de 5.7%. A CNN Portugal também apresenta um pequeno incremento, passando de 2.3% para 2.4% de share e 0.5% de rating, mas permanece ligeiramente abaixo dos seus valores anuais de 2.6%.
Julho marca assim o ponto de viragem na batalha pela audiência. O equilíbrio que havia caracterizado a disputa entre SIC e TVI ao longo do ano, com uma separação de apenas 0.3 pontos percentuais na média anual, desaparece. A SIC ganha momentum, a TVI sofre uma queda pronunciada, a RTP1 consolida a sua posição através da consistência, e os canais de cabo não conseguem recuperar totalmente o terreno perdido no primeiro semestre.
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